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Escolhidos para nutrir uma obra viva na 34ª Bienal de São Paulo

Parede verde de feijão-fava na instalação hidropônica da 34ª Bienal de São Paulo

Em 2020, a 34ª Bienal de São Paulo recebeu no Pavilhão do Ibirapuera uma obra que precisava fazer o que nenhuma escultura faz: crescer. A instalação Insurgências Botânicas: Phaseolus lunatus, da artista peruana Ximena Garrido-Lecca, é um cultivo hidropônico de feijão-fava montado dentro do museu. Para um projeto tão delicado, a nutrição escolhida foi a Linha Scale da Smart Grow, com Scale Base A e Scale Base B.

Não é novidade

Projetos complexos fazem parte da história da Smart Grow desde antes de 2020. Somos pioneiros em nutrição especializada no Brasil desde 2013 e levamos nossos protocolos para hidroponia, cultivo indoor, estufas e operações no Uruguai e no Paraguai. Foi essa experiência que nos colocou dentro de uma obra de arte viva.

O que muita gente começa a fazer agora, a gente já faz há anos.

A obra

A estrutura é uma grande arquibancada de madeira com fileiras de canos de cerâmica. Dos orifícios dos canos saem as mudas de Phaseolus lunatus, o feijão-fava, uma planta trepadeira. Fios presos ao teto guiam os ramos, que sobem ao longo dos meses até formar uma parede verde.

A escolha da planta não é por acaso. Para a cultura Moche, do Peru pré-incaico, os desenhos e manchas das sementes desse feijão funcionavam como um sistema de comunicação. Ao fazer as plantas crescerem dentro do pavilhão, a artista fala de memória, sobrevivência e de linguagens que resistem ao tempo.

O desafio: cultivar dentro de um museu

Um pavilhão de exposições não foi feito para plantas:

  • Sem solo: as raízes ficam dentro dos canos, e tudo o que a planta recebe vem da solução nutritiva.
  • Luz artificial: o crescimento depende da iluminação do espaço, não do sol.
  • Ambiente fechado e com público: a obra precisa estar bonita e saudável todos os dias. Se a planta amarela, todo mundo vê.
  • Tempo longo: a instalação estreou em fevereiro de 2020. Com a pandemia, a grande exposição da 34ª Bienal foi adiada para 2021, e a obra seguiu montada até o encerramento, em dezembro de 2021.

O sistema

A instalação funciona como uma hidroponia com recirculação. Tambores guardam a solução nutritiva. Bombas e aeradores levam a solução até a estrutura superior, ela percorre os canos onde estão as raízes e volta para os tanques. Assim a nutrição chega igual a todas as plantas e a solução pode ser acompanhada e corrigida nos tambores.

A equipe de gestão do jardim, parceira da Smart Grow, preparava a solução nos tanques, e a Smart Grow acompanhava a obra toda semana.

A nutrição: Linha Scale

A obra foi nutrida com a Linha Scale: Scale Base A e Scale Base B, nutrição mineral em duas partes. Por ser líquida e pronta para dosar, o preparo nos tanques não exige dissolver sais, o pH fica estável e a leitura de EC é simples de acompanhar semana a semana.

As duas partes ficam separadas no frasco para que o cálcio não reaja com sulfatos e fosfatos, e só se encontram no tanque, já diluídas. Explicamos esse princípio em Protocolo Scale: nutrição em duas partes.

Das mudas à parede verde

No início, as mudas eram pequenas, saindo dos orifícios dos canos. Em novembro de 2021, os ramos já cobriam a estrutura do chão ao teto do pavilhão.

João Lordello entre as mudas no início da instalação na Bienal
Início: mudas saindo dos canos
Parede verde de feijão-fava em novembro de 2021
Novembro de 2021: do chão ao teto
Detalhe dos canos de cerâmica com as plantas
Canos de cerâmica
Tambores da solução nutritiva do sistema de recirculação
Tambores da solução
O Ricardo, da Smart Grow, mostra o sistema dentro da instalação.

O que esse projeto mostra

Uma obra de arte não aceita falha. Manter um cultivo hidropônico saudável por quase dois anos, num ambiente fechado e com público, mostra o que uma nutrição estável e um protocolo simples fazem no dia a dia. É o mesmo cuidado que levamos para cultivos indoor, estufas e operações profissionais.

A Smart Grow também é fornecedora do Parque Ibirapuera.

Ficha da obra: Ximena Garrido-Lecca, Insurgencias botánicas: Phaseolus lunatus, 2017/2020. Estrutura hidropônica e plantas da espécie Phaseolus lunatus. 34ª Bienal de São Paulo, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera.

Quer montar um programa com a Linha Scale para o seu cultivo? Use a Calculadora Scale ou encontre a Linha Scale nos revendedores Smart Grow.

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